domingo, 18 de março de 2012

18-03-2012:

Hoje ao nosso habitual treino compareceram apenas dois sobreviventes das Tasquinhas, o cantor e o escritor. Ficaram em casa, o fabricante de crepes, o técnico, o 5º elemento e um outro colega residente ali para os lados de Leiria.

Se este último faltou por motivos profissionais, já quanto aos outros não se poderá dizer o mesmo. O ambiente das Tasquinhas de Rio Maior foi muito intenso e como se costuma dizer “Elas não matam mas moem”.

Depois de uma pausa de dois fins-de-semana, “por falta de tempo”, uma vez que todos os elementos deste grupo trabalharam arduamente na Tasquinha da I.P.S.S. Malaqueijo Solidário, presente no certame de gastronomia acima referido, cá estavam de novo os mais resistentes.

Foi um treino sofrido pois para rapazes de quarenta e muitos, parar durante duas semanas não é nada bom. Mas o pessoal é forte psicologicamente e nunca desiste perante as dificuldades.

Assim estes dois solitários rumaram em direcção do Campo de Tiro, Póvoas, São Sebastião, Lobo Morto, Salinas, Rio Maior, Azinheira, Arruda dos Pisões e finalmente Malaqueijo, essa aldeia VIP do concelho de Rio Maior.

São Sebastião

São Sebastião/Gançaria
Aqui abrandámos o ritmo para respeitar os limites de velocidade e comentámos: “Olha se o pasteleiro viesse connosco teríamos de voltar para trás” – palavras do cantor.




Salinas de Rio Maior - entrada
Nas salinas de Rio Maior encontrámos um conterrâneo nosso, o Alfredo, rapaz mais vocacionado para a estrada. Com a colaboração de uma simpática menina conseguimos uma fotografia de grupo. Após um cafezinho, nova tirada.



Salinas
 Passagem por Rio Maior, cidade do Desporto, depois de várias pistas para peões, agora transformaram a Rua Professor Manuel José Ferreira numa pista de BTT. Maravilhoso para os praticantes desta modalidade.

Rua Prof. Manuel José Ferreira

A chegada a casa deu-se com 60 Km andados, num ritmo muito jeitoso para quem esteve parado duas semanas. Com as pernas algo doridas mas com a moral muito em cima terminou aqui mais uma jornada de BTT.
Para a semana contamos com todos, já chega de descanso. Esperamos pela comparência do primo do 5º, que tem prometido, ou de outros amigos que queiram juntar-se a nós.
Até lá:
Boas pedaladas.
MalaqueijoBTT.




terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

6ª crónica

26-02-2012 - Caros Colegas, amigos e apoiantes do grupo MalaqueijoBTT:

Depois de uma pausa para descanso no passado fim-de-semana, devido a compromissos inadiáveis relacionados com as Tasquinhas, com a produção de crepes, com os estudos, etc, hoje tinha que ser pois o vício já apertava. No entanto há que destacar o profissionalismo de um nosso camarada que mesmo sozinho não facilitou, tendo sido visto a treinar em alta velocidade ali para os lados de Rio Maior. Por azar a máquina fotográfica tinha ficado em casa.

Hoje tivemos um treino a sério pois ignorámos as orientações loucas do tipo do costume. Um treino de preparação para a tão prometida Rota das Subidas que estará para breve, talvez depois das Tasquinhas.

Vista panorâmica de Arruda dos Pisões

Sendo hoje apenas quatro à partida não nos intimidámos como o traçado para hoje idealizado, que prometia ser durinho, pois se neste grupo há malucos que só gostam de lama outros há que só gostam de subidas, gostam de sofrer, de se autoflagelar. Enfim, “cada tonto sua mania”.

E lá partimos em direcção à primeira…….

Calhariz - Póvoa do Conde


E à segunda……….


Porto de Oliveira - Póvoa Três


E à terceira………


Calhariz - Malaqueijo (ao lado da A-15)

E à quarta………… 
Calhariz - Azambujeira

E à quinta…………


Casais do Larojo - Casais de Arroteia


E à…………depois…………acabou-se a carga da máquina.



Azambujeira
            Terminámos bem apesar de tudo. O esforço foi muito mas a malta aguentou-se. Pelo meio houve mais um furito. Desta vez calhou ao técnico que sendo barra nos computadores revelou-se no entanto pouco hábil na mecânica.

Com muita pena nossa tivemos hoje a ausência do cantor e do 5º elemento. Paciência, livraram-se de uma grande tareia mas também perderam uma manhã de animado convívio. Contamos com eles de hoje a oito dias.

No próximo fim-de-semana serão as Tasquinhas de Rio Maior, muita loucura, muito trabalho e muita pinga, mas, amigos, mesmo alcoolizados, ensonados, enjoados ou com dores de cabeça, nem que seja de rastos não faltaremos a mais um animado treino.

Boas pedaladas.

MalaqueijoBTT.




segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

5ª Crónica


Caros Colegas, amigos e apoiantes do grupo MalaqueijoBTT:
Em primeiro lugar queremos informar-vos que um colega nosso esta semana lançou algumas críticas relativamente ao atraso com que foi actualizado o nosso Blog. A este respeito queremos apenas dizer que se fosse esse colega a desempenhar tal função, não teríamos dúvidas de que, à Segunda-Feira das 09:00 às 12:30, essa actualização seria realizada, pois o seu vagar é muito. Connosco não acontece isso, felizmente neste país ainda há pessoas que trabalham…..até quando não sabemos, mas isso são contas de outro rosário.

Mas vamos ao que nos interessa.

Fig.1 - Sapatos topo de gama - c/ ar condicionado

No passado Domingo a nossa habitual concentração deu-se no local do costume onde desta vez apenas compareceram o “mano 1”, o “cantor”, o “quinto elemento” e o mais velhinho de todos, que pela sua larga experiência é quem ainda consegue impor alguma ordem neste grupo senão era o descalabro total. Faltou o “técnico” por causa da matemática e faltou aquele rapaz que está emigrado ali para os lados de Leiria.

Fig. 2 - Devem estar a preparar-se para algum assalto
Foi pena porque hoje teriam levado uma grande tareia.
De novo com um sol maravilhoso mas com um frio muito intenso ontem, decorridos seis meses ou mais, foi um dia quase histórico para nós. Depois de tanto tempo, finalmente, tivemos o privilégio de desfrutar de uma verdadeira jornada de BTT.  Na verdade não nos deparámos com barreiras de arame farpado, com becos sem saída, com toneladas de lama, com fortes silvados ou com morros intransponíveis mais apropriados para adeptos da escalada. Parece que as nossas lamentações no Blog estão a dar resultado.
Enfim, equipados a rigor, completamente disfarçados (Fig. 2), lá partimos mais uma vez para o desconhecido, ainda um pouco enregelados mas convictos de que o treino seria duro.


Fig. 3 - Momento religioso
Como um verdadeiro treino de BTT ontem tivemos tudo:
Fig. 4 - Técnica invejável
Para começar o cantor apresentou-se orgulhosamente com uns sapatos novos (Fig. 1), motivo de alegria para todos. A coisa promete,  cada semana um investimento, um dias destes aparece-nos aí com um maquinão topo de gama.
Depois da habitual volta de aquecimento em redor da nossa maravilhosa aldeia, como o rapaz é muito religioso e supersticioso, dirigimo-nos à capela da Senhora da Escusa onde se fez silêncio para um respeitável momento de oração (Fig. 3). O cantor não cantou, mas rezou, solicitando a bênção dos referidos sapatos e pedindo sorte para com eles ultrapassar com sucesso os inúmeros desafios que no futuro irá enfrentar, especialmente quando os traçados forem escolhidos pelo tipo do costume, o “mano 1”, nessa altura os belos sapatinhos vão perder o brilho todo.

Depois deste momento de oração, o 5º elemento, julgando-se agora protegido pela Srª da Escusa, quis mostrar a sua coragem numa das descidas mais difíceis desta zona (Fig. 4) e, destemido, atirou-se por ali abaixo.
Prometeu….., prometeu….., ai…. ai…. ai.... ai...., mas, por sorte ou por perícia, lá se aguentou sem esfolar o cromado. Depois de devidamente analisado o respectivo registo fotográfico e discutida a elevada perigosidade da referida descida, ficámos mais inclinados para a primeira possibilidade.
E lá fomos andando. Com algumas palhaças pelo meio, protagonizadas pelo 5º elemento e pelo rapaz dos sapatos novos, as quais felizmente sem qualquer gravidade. Nesta parte o cantor revelou alguma inteligência pois quando caiu escolheu sítios agradáveis, fofinhos, com muita erva. Pensámos até que tais quedas fossem apenas propositadas para testar bem o comportamento dos referidos sapatos. Seria?

Fig. 5 - Que grande confusão

Num verdadeiro treino de BTT tem que haver um furito e nem isso faltou ontem (Fig. 5). O 5º elemento viu-se pela primeira vez nesta complicada situação o que aliás foi bem visível quando, tirando da mochila uma câmara-de-ar, para aí com um dez anos, perguntou: “Mas estas coisas já trazem pipo”?. Pipo até tinha, mas era grosso e não cabia no buraco da roda preparada para pipos de camisa. 
O “mano 1”, sempre muito solidário, ofereceu-se logo para ajudar mostrando a sua fraca perícia para desmontar e montar uma roda. Também ele ofereceu logo uma câmara sua, que por azar era igual à outra e que também não dava, nem na do colega nem na sua própria bike se por acaso fosse preciso. Ai, valha-nos Nossa Senhora, se não fosse o velhinho vinham para casa com elas às costas.
No entanto nem tudo é mau pois o 5º elemento apesar de tudo é muito cuidadoso, de tal forma que até aperta os pipos com um alicate. Isto sim. Isto é que é o verdadeiro profissionalismo, por ali não despeja de certeza.

Fig. 6 - Que rapaz tão prendado

Quanto ao solidário ajudante sempre diremos que esperamos sinceramente que tenha mais jeito na sua nova actividade, do que tem para a mecânica. Uma coisa é certa, rodinhas já ele sabe fazer (Fig. 6).

Reparada a avaria e registado o momento, o pessoal arrancou de novo e já perto do final o grupo dividiu-se ao meio. Dois dos elementos, com a agenda mais preenchida, rumaram a casa. Os outros dois, com licença mais perlongada, deram mais uma pequena voltinha, embora venham mais tarde dizer como sempre acontece nestas situações, que fizeram mais vinte ou trinta quilómetros. Só acredita quem quer amigos. Há pessoal que só anda muito quando não os estamos a ver.
Correu ontem assim o nosso animado treino, ninguém se aleijou que foi o mais importante e ficou no ar a promessa de que brevemente não escaparão à “Rota das Subidas”, opção que hoje foi recusada pela maioria, três contra um.

MOMENTO DE CONCENTRAÇÃO:




Amigos, como nota final gostaríamos de anunciar que estamos a planear um treinosito ali para os lados do Redondo/Évora. Segundo fomos informados existem por lá belos trilhos e belas paisagens. Mas aquilo lá é sempre para dar o litro e a regra principal é nunca ficar para trás. O que é que acham da ideia? Eu por mim ficava sempre na traseira do pelotão.
Aceitamos opiniões.
Até para a semana, boas pedaladas e lembrem-se:

“Viver é como andar de bicicleta. É preciso estar em constante movimento, para manter o equilíbrio (Albert Einstein).

MalaqueijoBTT.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

4ª Crónica

Caros Colegas:
Com um pedido de desculpas a todos por mais um atraso, novamente por motivos justificados, pois sabemos que estão ansiosos para relembrarem as vergonhas que protagonizaram no passado Domingo, procedemos hoje à actualização do nosso Blog. Hoje no entanto falaremos num tom mais sério pois desta vez as coisas não foram nada fáceis.


                 Efectivamente, se no anterior registo nos comparámos a uma tropa de elite, no passado Domingo só nos poderíamos comparar a um batalhão destroçado, acabado de ser derrotado, com a moral muito em baixo. De facto alguns dos nossos elementos apresentaram-se, como sempre na Avª Principal, cambaleando, de olhos inchados, despenteados, muito amarelos, enfim, num estado lastimável.
O caso não era para menos. A juntar à baixa temperatura que se fazia sentir, pouco convidativa para levantar tão cedo, estava o facto de na noite anterior ter havido “instrução noturna”. Isso mesmo, alguns rapazes resolveram participar no baile do São Brás praticando musculação até altas horas da noite. Um exercício muito violento em termos físicos, levantar pesos, neste caso garrafas, do balcão até à boca. Houve quem se esforçasse tanto que conseguiu fazer para cima de vinte elevações até às três ou quatro horas da manhã.
Mas como já dissemos também anteriormente, o vício é muito e não seriam uns grausitos negativos ou umas dores de cabeça que nos fariam ficar em casa. 
Desta vez contámos com sete elementos à partida. Tivémos um reforço de “peso” que por motivos técnicos infelizmente terminou mais cedo. Contamos com ele no futuro.
A foto de partida foi tirada por decisão unânime no Largo da Contradança, local onde mais tarde se realizaria um animado baile mandado com o mesmo nome, tradição centenária da nossa maravilhosa aldeia, a mais bela de Portugal.


Dali rumámos à casa verde (isto há cada maluco, vermelhinha é que era fixe) onde foi solicitada mais uma foto de grupo. Refira-se que a referida casa se encontra fortemente guardada com a utilização dos meios técnicos mais sofisticados da actualidade, sugestão que deixamos aqui também ao treinador daquele clube esverdeado, não vá algum adepto com menos “paciência” atirar o lenço branco ao chão e tentar resolver a questão de outra forma.


Mas era hora de treinar a sério e o pessoal apontou em direcção ao paúl de Arruda, Porto de Oliveira e ”single track” da Calhariz, lindo, sempre a partir gelo, nalguns sítios com 1 cm de espessura, uma coisa raramente vista nestas paragens.


Nesta altura tivemos o prazer de confraternizar com um grupo de simpáticos e animados colegas de Santarém, os “Campinos do BTT”, de onde se destacava um adepto do referido clube esverdeado que, por enquanto ainda com alguma “paciência”, não quis deixar de exibir orgulhosamente a camisola símbolo do seu clube nesta altura mais vocacionado para as derrotas. É que os leões são animais de África, habituados a climas quentes, e como por cá tem feito muito frio ficam enregelados e não se conseguem mexer dentro do campo. Não há "paciência" que aguente tanta desgraça.
Em cima, ao lado do referido adepto, está um outro da mesma côr mas menos corajoso, perferindo andar disfarçado.


Um abraço aos referidos colegas, um agradecimento pela simpatia que demonstraram e, sabendo que muito provavelmente visitarão o nosso Blog, ficam desde já convidados para, quando quiserem, virem treinar connosco. Serão bem recebidos. Não tenham medo, nós andamos pouco, o "adepto disfarçado" não nos deixa.
A coisa estava a correr bem até o tipo do costume nos conduzir à Quinta das Salgadas.
Rapazes, temos que nos unir e fazer uma “vaquinha”, juntar um dinheirito e levar o tipo ao psiquiatra. Naquela cabeça existe algum trauma de infância ou uma situação mal resolvida. Sempre que o homem toma a dianteira ou nos dirigimos a enormes poças de lama, ou a becos sem saída, ou ainda a barreiras de arame farpado. Nós compramos bicicletas para andar em cima delas, ou para andar com elas às costas?.


Enfim, depois de muito sofrimento e vencidos todos estes obstáculos era hora de voltar a casa pela linha do comboio, com apenas 40 Km andados mas com umas belas subidas o cansaço era bem visível atentos os motivos acima mencionados, mas a moral, essa era agora muito mais alta, tínhamos deixado o frio para trás, já despíamos camisolas, já tínhamos outra energia para enfrentar a semana de trabalho que se aproximava.
Agora era almoçar e após…..contradança.


E assim se passaram mais algumas horas felizes, sem stress e descontraídas.
Durante estes breves momentos esquecemos o trabalho, a crise, a troika, o desemprego, a subida de impostos, os políticos corruptos, a criminalidade, enfim, fomos verdadeiramente livres.
Por isso amigos, não faltem aos treinos, não fiquem na cama, aproveitem bem a vossa vida. Já pensaram que se dormirem oito horas diárias dormirão uma terça parte de cada dia?
E já pensaram que se viverem setenta e cinco anos dormindo a terceira parte de cada dia passarão vinte e cinco anos a dormir?
 É um grande desperdício, sobretudo se pensarmos que, ao contrário dos gatos, temos apenas uma vida e quando esta se gastar, acabou-se. Não há segundas oportunidades.

Pensem bem amigos: “Viver é chato, mas morrer é muuuuuuito mais!!!!!”.
Até para a semana e boas pedaladas.
MalaqueijoBTT


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

3ª Crónica

Caros Colegas:

Mais uma vez compete-me a mim proceder à actualização do nosso Blog, função que me foi incumbida pelo nosso “P.J.”, o qual resolveu acatar as orientações do Passos Coelho escravizando-me com mais uma hora semanal de trabalho, enquanto ele descansa alegremente no seu sofá, embora nos venha depois dizer que não teve vagar pois o treino da manhã de Domingo não foi suficiente e teve que fazer mais duas horas de rolos à tarde.

Embora com algum atraso, por motivos pessoais, transmito-vos hoje que no passado Domingo contámos de novo com um grupo de cinco grandes malucos que, em vez de permanecerem deitados por mais algumas horas no quentinho das suas camas, preferiram ignorar o frio que a esta hora se fazia sentir pondo à prova a sua coragem e espírito aventureiro, perfeitamente preparados para sofrer física e psicologicamente, ou não fosse o percurso escolhido mais uma vez pelo “P.J.”.

Dos mais habituais compareceu o referido “P.J.”, o “técnico”, o “quinto (5º)”, o mais “veternano” e o Nuno. A propósito, o Nuno ainda não tem alcunha, vamos pensando nisso. Desta vez faltou o “cantor” que não canta, mas que oportunamente comunicou a sua ausência, faltou o “mano”, que prometeu mas não apareceu assim como um outro colega que também vem falhando semana após semana. Um dia chove, outro faz frio, e sair de casa nestas condições custa um bocado. Em Agosto talvez apareçam.

Felizmente hoje a Mãe Natureza brindou-nos com mais um dia maravilhoso, ideal para a prática da nossa modalidade preferida, excepto para aqueles que preferem a lama que por enquanto escasseia uma vez que a chuva não tem aparecido.




A partida deu-se como habitualmente na Majestosa Avª Principal desta belíssima aldeia, com passagem pela imponente rotunda onde se ergue firme e orgulhoso o símbolo da nossa freguesia, o forno de cal. Com tão bela visão ganhámos logo outro ânimo para superar os enormes desafios que se avizinhavam e largamente prometidos pelo “P.J.”, não que tivéssemos medo de tais ameaças, que aqui só iam homens de barba rija, mas porque ter de carregar o dito às costas até casa não seria seguramente pêra doce.
Registe-se que a Drössiger apresentou novamente problemas mecânicos à partida, para desespero do “Técnico”, uma vez que um amigo nosso, mais uma vez, faltou ao prometido relativamente à reparação do referido problema. Fazer isto a um jovem de 16 anos, louco por BTT, é bárbaro. E depois o pai é que o atura.

Enfim…., lá fomos nós, devagarinho, ainda com as articulações meio congeladas. Descer para os Casais do Larojo foi como aterrar no Pólo Norte, deparámo-nos com “um frio abrasador” (palavras de um nosso conterrâneo que todos conhecemos bem). Mas a malta é forte e aguentou-se bem. O vício é muito e nós precisamos disto, quando programamos um treino e por motivos imprevistos não podemos comparecer ficamos com uma neura de todo o tamanho.

A este propósito permitam-me que vos conte: Uma vez, quando participava na meia maratona da Nazaré, por volta dos 15 Km, já completamente estafado, vi à minha frente uma atleta do sexo feminino, de cabelos louros, compridos, bem torneada, um rabinho maravilhoso a dar, a dar. Nas costas trazia a seguinte inscrição – Sofres mais quando corres, ou quando não podes sair para correr? – naquela altura pensei – Ai, Ai, se eu treinasse sempre assim, também me fartava de sofrer. Aquela frase ficou-me sempre na memória, não pela miúda, claro, mas pelo seu significado.


Continuando. Ao fim de um quilómetro, já se esperava, todos apearam. Partindo gelo e travando uma perigosa luta com um intenso silvado, surgiu o primeiro desabafo: “para a próxima incluímos no nosso KIT de BTT uma catana!Transposto o difícil obstáculo e após 50 metros a pedalar logo apareceram outros, mais uma vala, mais um silvado, arame farpado e um subida íngreme, tudo feito com as bikes à mão. Dando espaço ao líder comentámos em voz baixa: “mas isto é um treino de BTT, ou uma instrução dos comandos?.

Amigos, se têm espírito aventureiro, capacidade de sofrimento, resistência física e mental, venham treinar connosco. Ficarão preparados como qualquer tropa de elite, capazes de sobreviver em qualquer lugar do Mundo, seja em cenários de guerra ou de calamidade natural. Aqui testam-se até ao limite as capacidades humanas.
 No final da referida subida ficámos estupefactos. Um capacete perdido no meio da erva?. Após alguns instantes o referido capacete mexeu-se levemente, fez-se silêncio, mais uns segundos e aquela peça de museu levantou-se. Do meio da erva surgiu uma figura de olhos esbugalhados, meio estonteada, cambaleando.....afinal era o nosso guia que talvez farto de esperar por nós resolveu atirar-se ao chão para descansar. Aqui alguém sugeriu “É pá, para a próxima cai mais devagar para dar tempo de fotografar!”. Felizmente o homem não se aleijou pois a KTM é tão sofisticada que até tem “air bag”, foi muito engraçado e alguém pensou, mas não disse: “Fixe pá, isto é que é BTT!”.


Após estes momentos de muito sofrimento chegámos às Quintas com cerca de dez quilómetros andados, sendo oito deles a pé e com as Bikes às costas. Agradável percurso. Tomámos a direcção dos Figueiredos e aqui, como bons cumpridores do Código da Estrada, aconselhámos o nosso guia a respeitar a sinalização vertical, conselhos que o mesmo resolveu não acatar revelando um enorme espírito de grupo e em prol do qual se sacrificara tanto para aqui chegar, arriscando-se assim, por solidariedade com os seus colegas, a uma pesada multa. Continuámos.
Paragem para reforço alimentar junto a um agradável espaço de criação de cavalos. O quinto elemento resolve verter águas, vira-se para o campo, um grupo de éguas corre para ele e um inspirado colega exclama de imediato: “Olha, elas viram algo interessante!”, .....muitos risos. Será que viram mesmo?, com um gelo destes ficámos com sérias dúvidas.
Recuperadas as forças rumámos em direcção de Arrouquelas e dali ao empreendimento Golden Eagle, um deserto com estradas de Alcatrão. Portugal é um país maravilhoso, até os pinhais têm estradas alcatroadas, com separador ao meio, passeios para peões. Isto aqui é tudo à grande.


Era hora de voltar para casa, o que não aconteceu sem antes nos perdermos de novo duas ou três vezes por caminhos, estradas e becos sem saída que o “P.J.”, diga-se, conhecia de olhos fechados. E assim se passou mais uma manhã de franco convívio e boa disposição. O grupo está unido, as expectativas são animadoras e acreditamos que, falando como Paulo Futre, num futuro próximo: “vai vir muitos mais amigos treinar connosco”.
Até para a semana, um abraço a todos e acima de tudo divirtam-se ao máximo, aproveitem bem cada minuto da vossa vida, porque como diria Charlie Chaplin: “a vida é  uma peça de teatro que não permite ensaios, por isso…, canta, chora, dança, ri, diverte-te, vive-a intensamente, antes que as cortinas se fechem e a peça termine sem aplausos……..”.
Como o professor Marcelo deixamos aqui apenas duas notas finais:


1ª – Na próxima Quinta-Feira o Tó Mane, agora jovem empresário, vai abrir o seu bar em frente à Escola Fernando Casimiro. Esperamos que esta iniciativa lhe corra pelo melhor, que seja uma aposta positiva e desejamos-lhe as maiores felicidades. Esperamos sinceramente que esta actividade não o impeça de treinar connosco pois a sua presença é essencial e, acima de tudo, porque ADORAMOS os percursos que ele escolhe. BOA SORTE AMIGO.
2ª – No próximo fim-de-semana são os festejos em honra do São Brás, padroeiro da nossa aldeia. Apareçam, especialmente no Domingo, para se divertirem com a tradicional contradança.

Até lá, boas pedaladas.
MalaqueijoBTT
 

domingo, 22 de janeiro de 2012

2ª Crónica

Amigos e colegas do BTT, ao registar esta 2ª crónica da história do nosso Blog verificamos com agrado que já fomos visitados por mais de cem vezes. A todos os nossos visitantes endereçamos um enorme agradecimento, especialmente aos nossos amigos que se dignaram enviar mensagens de apoio e relativamente aos quais esperamos que, futuramente, não se fiquem pelo computador e nos visitem pessoalmente acompanhados das suas Bikes. Serão bem recebidos, ficamos à espera.
A pedido do nosso “técnico de informática” enviamos igualmente um especial agradecimento ao “Observador” anónimo pela mensagem de incentivo.
Hoje contámos com um sol radioso. Como habitualmente a nossa concentração deu-se na Avenida Principal desta aldeia simpática e maravilhosa, MALAQUEIJO. Antes da hora marcada já o nosso Presidente, muito orgulhoso, dava umas voltas de aquecimento à sua obra mais espectacular, a rotunda do forno, que mais parece um vulcão, um “ex libris” turístico da nossa terra, lindo, uma das sete maravilhas arquitetónicas do nosso conselho……….
Reunidos os quatro malucos da semana passada iniciámos o percurso para hoje planeado. No entanto faltava ainda um quinto elemento que hoje prometeu não falhar, pelo que alguém disse: “É pá, o gajo deve estar à procura da Bike, vamos lá ajudá-lo!”. Não foi preciso, embora com algum atraso o homem apareceu. Ainda bem que hoje não estava de chuva.
Percorridos alguns quilómetros por estradas cheias de buracos e com montinhos de “tout venant”, o que se compreende pois o “P.J.” é praticante de BTT, deu-se a primeira paragem devido a problemas mecânicos na Drossiger. O nosso técnico de informática andou mais preocupado com os computadores e esqueceu-se da manutenção da sua Bike. Confiou demais no seu mecânico. Isto de só pegar na Bike 5 minutos antes do treino tem de acabar.


Se não fosse o mais veterano do grupo transportar uma oficina às costas, teríamos de fazer todo o percurso debaixo de uma chiadeira infernal. Mas há males que vêm por bem, a KTM aproveitou logo para descansar. Resolvido o problema mecânico avançámos de imediato, antes que a referida KTM adormecesse, rumo à Calhariz. O prognóstico era de muita lama ou não fosse o percurso escolhido pelo nosso “P.J.”.
Confirmaram-se as previsões, lama até às orelhas na linha do comboio, nada que metesse medo ao nosso destemido Toy, aquele que não canta. O rapaz atingiu tal forma e passa com tanta rapidez que nem o conseguimos fotografar. Veja-se, após várias tentativas esta foi melhor de todas.


Orientados pelo nosso “P.J.” lá seguimos o percurso por ele traçado que, segundo nos disse, conhecia como a palma das suas mãos. Das duas uma, ou o nosso amigo tinha o GPS estragado, ou tinha outra intensão. O facto é que neste percurso sobejamente conhecido pelo nosso amigo, nos deparámos com becos sem saída, com portões vedando a nossa passagem, etc. Percebemos então que o que o homem queria era, disfarçadamente, obter alguns momentos de paragem, de três em três quilómetros, para descansar.


Registe-se que numa destas paragens, após queixas de alguns elementos, o nosso guia segredou: “Já sei que logo, no Blog, vou levar porrada!”.
Dali para a frente o mais veterano tomou a dianteira e notou-se logo a diferença no percurso, estradas boas para andar, para esticar, bem arranjadas, supostamente em freguesias onde os Presidentes de Junta não praticam BTT.
E assim fomos andando, rumo a casa, já com o quinto elemento um pouco estafado, por sua própria culpa, pois tem fugido aos treinos. Nada que não se recupere com um cigarrito e uma coca cola depois do treino.
Depois de um cafezinho na Marmeleira, mais uma tirada até casa. Uma última pitada de sofrimento, a “Ladeira de São João”. Aqui, com maior ou menor dificuldade, todos se portaram bem e ninguém desmontou (……uma mentirinha de vez em quando não faz mal a ninguém).
Nos Casais da Arroteia contámos com a colaboração da simpática menina Joana Filipa que nos tirou a fotografia de grupo. Para ela um agradecimento de todos.
E assim, já mais aliviados por chegar a este cabeço maravilhoso “onde até o ar é mais puro”, terminámos mais uma manhã alegre e descontraída na companhia de GRANDES AMIGOS. Dos mais habituais faltou o Nuno, faltou também o Mano Cajó, devem andar a treinar às escondidas e quando resolverem aparecer ninguém se aguenta com eles.
Termina aqui mais um episódio desta nossa novela semanal. Um abraço a todos os amigos, muita saúde, boas pedaladas e ………….apareçam.
Escusado será dizer que tudo o que acima vem descrito não passa de uma paródia entre bons e grandes amigos. São apenas “bocas saudáveis” que não traduzem mais do que um clima descontraído e muito divertido que acontece sempre que nos juntamos para a prática desta modalidade.


Obrigado amigos. Fixe, isto é que é BTT………..

domingo, 15 de janeiro de 2012

1ª Crónica

Hoje, como não podia deixar de ser, houve nova saída para mais um animado treino. O dia veio mesmo a calhar proporcionando-nos boa matéria para preencher a primeira crónica da história do nosso blog. Muita chuva, muita lama, muito frio. Encharcados até aos ossos mas com muita força e convicção completámos o percurso para hoje planeado, um pouco mais curto do que o habitual, mas não menos difícil e sofrido devido às condições climatéricas pouco convidativas.
A partida deu-se como habitualmente na Avenida Principal e contámos com a presença de uma nova aquisição, o “Toy”, um que não canta mas que pedala bem. Não fosse o cigarrito queimado mesmo antes do início do treino e seria o cabo dos trabalhos para aguentar o homem.


             A meio do percurso as coisas complicaram-se e lá veio uma subidinha que por alguns foi feita a “penantes”. A Berg tem desculpa pois foi adquirida recentemente e ainda não está feita ao seu tripulante. Já da KTM não se pode dizer o mesmo, é muito ácido úrico, muita gota, ou serão muitas gotas juntas?.
A Drossiger lá se foi aguentando, é muito jovem, ainda tem muito para dar. A Mérida também, embora já com algumas artroses a dar sinal por tanto esforço.


             Importa registar que uma outra Mérida, que já viveu melhores tempos, não pôde sair hoje devido à mal planeada arrumação da sua garagem que, segundo nos foi dito pelo seu tripulante, o nosso amigo Mário, ficou de tal modo escondida que talvez não seja vista nos próximos 30 dias. Desculpas, é que isto de sair de casa já com muita chuva não é fácil em termos psicológicos.
             Tal como não pudemos contar hoje com o amigo Mário, o que nos deixou muita pena, também não pudemos contar com uma outra recente aquisição, o Nuno e sua Giant, mas esse por motivos justificados uma vez que reside longe, embora nunca esqueça as suas origens e decerto na primeira oportunidade não falhará.
O grupo está a crescer, é bom sinal, aos três malucos do costume já se juntaram mais três e parece que brevemente vem aí outro que ainda não conhecemos.
Falta ainda o Mano Cajó que tem andado algo afastado não sabemos porquê, talvez porque o seu mano não o tem convocado, mas fazemos votos para que ele apareça futuramente pois a sua participação é sempre benvinda.
Reconheço hoje que o meu amigo Tó Manel é capaz de ter razão quando diz: “No passado nós íamos ter com os amigos de Rio Maior, os do Kykedas, no futuro serão eles que vêm ter connosco!”.


Depois de quarenta quilómetros difíceis e com umas belas subidas deu-se a chegada ao “Condomínio Fechado” desta aldeia VIP do concelho de Rio Maior. O treino de hoje estava a terminar mas houve ainda tempo para mais uma foto. O ambiente era animado, correu tudo bem que é o mais importante, ninguém se aleijou, e por algum tempo esquecemos o stress da vida diária, esquecendo também com estas “cabreirices” que já estamos perto de meio século de existência. Não importa, o que conta é o espírito, e esse será sempre jovem.
Aqui uma palavra de agradecimento à menina Raquel que se dignou interromper a sua viagem para fotografar estes quatro malucos.

Terminámos como habitualmente no Café da Dona Vitória que, antecipando-se às nossas patroas, nos deu o primeiro ralhete do dia atento o estado lastimável em que nos encontrávamos. Enfim, lembrei-me nesta altura de uma frase muito animadora que morrerá comigo e que o meu filho me disse numa altura em que caí tamanha queda que andei três meses com dores nas costelas: “Fixe pai, deixa lá, isto é que é BTT”.
Como costumo dizer, é melhor andar de bicicleta do que numa cadeira de rodas.
Se daqui a dez anos conseguirmos todos fazer o que fizemos hoje, seremos sem margem para dúvidas, homens de muita sorte.
Um abraço aos amigos acima mencionados, saúde e até ao próximo treino, desta vez, se possível, com a presença de todos.

Rui Oliveira